Espiritualidade 

 Ecologia Integral

A era das nações já passou.

A tarefa diante de nós agora,

se não perecermos,

é construir a Terra”.

 Teilhard de Chardin

 

ECOLOGIA INTEGRAL:

 

​A Comunidade Christe adota o conceito de Ecologia Integral, isto é, o reconhecimento de que a humanidade, hoje, vive uma tensão social e política entre povos e classes e, por consequência, enfrenta uma crise existencial em múltiplas frentes: a disparidade econômica extrema, o aumento da competição por recursos (incluindo a terra e a água), um mundo natural severamente degradado, Estados-nação falidos e um clima à beira do caos.

O “político e o integral” unidos ao termo ecologia significa que estas crises estão intimamente entrelaçadas numa realidade complexa. Podemos nos questionar: "Como o planeta chegou a esse estado de dominação e alienação social e de degradação ambiental tão severo?"

As civilizações antigas viam a terra como uma mãe, uma doadora fértil de vida. A natureza – o solo, as florestas, os mares – era dotada de divindade, e os mortais estavam subordinados a ela. A tradição judaico-cristã introduziu um conceito radicalmente diferente. A terra era a criação de um Deus que, depois de moldá-la, ordenou a seus habitantes: “Sejam fecundos, multipliquem-se, encham e submetam a terra; dominem os peixes do mar, as aves do céu e todos os seres vivos que rastejam sobre a terra”. Poder-se-ia interpretar a ideia de dominação como um convite a usar a natureza como uma conveniência.

A ecologia, na sua forma integral e política, reclama conscientização para a superação da dominação social, e a revisão da relação entre os seres humanos e o mundo natural, reconhecendo o humano como integral à natureza, em vez de ter a natureza como estando sujeita à dominação humana. A ecologia integral tem na encíclica "Laudato Si", do atual Papa Francisco, um dos principais documentos e representação. Nesta encíclica Francisco busca realinhar a economia e a teologia para catalisar um futuro mais viável para o planeta.

Os tempos atuais orgulham-se dos muitos avanços conquistados. São muitos mesmo! Sobressaem-se, porém, os avanços em níveis de técnica. É preciso ter a humildade para reconhecer a falta de progressos significativos em níveis de ética, isto é, em ações realmente inclusivas em relação a todos os seres humanos. Há a possibilidade técnica de encontrar as soluções para muitos problemas da humanidade. Mas falta a determinação ética nos seres humanos para implementar tais soluções. Aqui está o cerne do conceito de ecologia integral. É preciso exercer sempre mais a criatividade em política e religião, em economia e em educação, em vista da sustentabilidade do planeta e do efetivo encontro e diálogos entre pessoas e grupos. O Papa Francisco lança um apelo não somente pela justiça entre os homens e com a Terra. Seu apelo conclama à solidariedade universal a partir de um critério novo: a misericórdia, sinal da “beleza tão antiga e tão nova”.

 

A ecologia integral questiona os atuais paradigmas econômicos e políticos, e concebe uma esfera que serve às necessidades legítimas de indivíduos e sociedades em vez de explorá-los para servir às necessidades artificiais da ideologia do progresso desenvolvimentista. E ela exige que a economia respeite os limites finitos do mundo natural.

As linhas gerais da ecologia integral estão representadas em quatro princípios que a sustentam:

1. O chamado a todos os povos para serem os protetores do meio ambiente é integral e abarca o todo.

2. O cuidado da criação é uma virtude em si mesma.

3. É necessário cuidar daquilo que estimamos e reverenciamos.

4. Uma nova solidariedade mundial é um valor central para orientar a nossa busca pelo bem comum.

Francisco chama a todos para uma revolução, não uma revolução violenta, mas de “ternura, uma revolução do coração”. Esta ternura de solidariedade deveria não só se estender aos pobres da terra como também à própria terra. Ambos vêm sendo explorados. Ambos vem sendo degradados. “Num tal momento”, intuiu Thomas Berry, “uma nova experiência revolucionária será necessária, uma experiência na qual a consciência humana se desperta para a grandeza e a qualidade sagrada do processo da terra”.

Afirma ainda:

"A mudança indicada é a mudança de um antropocentrismo explorador para um biocentrismo participativo. Esta mudança requer algo além do ambientalismo, que permanece sendo antropocêntrico enquanto tenta limitar os efeitos deletérios da presença humana no meio ambiente”.

Os destinos de todos os povos estão ligados, e estão ligados em última instância ao destino da terra. O que se sucede à terra sucede a nós todos.

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